Pois a dor destrói o louco, e a inveja mata o tolo.
Em tudo o homem prudente procede com conhecimento; mas o tolo espraia a sua insensatez.
Na boca do tolo está a vara da soberba, mas os lábios do sábio preservá-lo-ão.
O sábio teme e desvia-se do mal, mas o tolo é arrogante e dá-se por seguro.
Não convém ao tolo a fala excelente; quanto menos ao príncipe o lábio mentiroso!
De que serve o preço na mão do tolo para comprar a sabedoria, visto que ele não tem entendimento?
O que gera um tolo, para sua tristeza o faz; e o pai do insensato não se alegrará.
Até o tolo, estando calado, é tido por sábio; e o que cerra os seus lábios, por entendido.
O tolo não toma prazer no entendimento, mas tão somente em revelar a sua opinião.
Os lábios do tolo entram em contendas, e a sua boca clama por açoites.
A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios um laço para a sua alma.
Melhor é o pobre que anda na sua integridade, do que aquele que é perverso de lábios e tolo.
Ao tolo não convém o luxo; quanto menos ao servo dominar os príncipes!
Não fales aos ouvidos do tolo; porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.
Como a neve no verão, e como a chuva no tempo da ceifa, assim não convém ao tolo a honra.
Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia, para que também não te faças semelhante a ele.
Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que ele não seja sábio aos seus próprios olhos.
Os pés decepa, e o dano bebe, quem manda mensagens pela mão dum tolo.
Como o que ata a pedra na funda, assim é aquele que dá honra ao tolo.
Como o flecheiro que fere a todos, assim é aquele que assalaria ao transeunte tolo, ou ao ébrio.
Como o cão que torna ao seu vômito, assim é o tolo que reitera a sua estultícia.
Vês um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há para o tolo do que para ele.
O tolo derrama toda a sua ira; mas o sábio a reprime e aplaca.
Vês um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o tolo do que para ele.
o escravo quando reina; o tolo quando se farta de comer;
O tolo cruza as mãos, e come a sua; própria carne.
Porque, da multidão de trabalhos vêm os sonhos, e da multidão de palavras, a voz do tolo.
Pois, que vantagem tem o sábio sobre o tolo? e que tem o pobre que sabe andar perante os vivos?
Pois qual o crepitar dos espinhos debaixo da panela, tal é o riso do tolo; também isso é vaidade.
Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas tolo; por que morrerias antes do teu tempo?
O coração do sábio o inclina para a direita, mas o coração do tolo o inclina para a esquerda.
E, até quando o tolo vai pelo caminho, falta-lhe o entendimento, e ele diz a todos que é tolo.
As palavras da boca do sábio são cheias de graça, mas os lábios do tolo o devoram.
O tolo multiplica as palavras, todavia nenhum homem sabe o que há de ser; e quem lhe poderá declarar o que será depois dele?
O trabalho do tolo o fatiga, de sorte que não sabe ir à cidade.
Ao tolo nunca mais se chamará nobre, e do avarento nunca mais se dirá que é generoso.
Pois o tolo fala tolices, e o seu coração trama iniqüidade, para cometer profanação e proferir mentiras contra o Senhor, para deixar com fome o faminto e fazer faltar a bebida ao sedento.
Eu, porém, vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e quem disser a seu irmão: Raca, será réu diante do sinédrio; e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno.